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My Books News

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Curtas literárias 17.01.2019

1.

Depois de ler o Lavínia da Ursula Le Guin (tão bom!), fui espreitar A Eneida do Virgílio e confesso que gostei do que li. Quem diria...

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2.

Fui à biblioteca com o propósito de requisitar o 1º volume da trilogia Cristina Lavrandsdatter da Sigrid Undset, que está em depósito. Enquanto a bibliotecária foi buscar o livro, eu percebi que lhe havia pedido o 2º volume, em vez do 1º.

Tive vergonha de lhe pedir para voltar ao depósito e vi-me embora com o 2º livro, caladinha como uma rata. Hoje volto para pedir o 1º e o 3º. Já fica.

Aviso à navegação: 1º Coroa > 2º Esposa > 3º Cruz

Actualização: Os volumes 1 e 3 não estão no depósito. Que treta.

3.

Ainda não terminei o Ficções do José Luis Borges. É surreal. Um livro de 120 páginas.

 

4.

Um amante de livros que passou cá por casa, andou pelas minhas estantes e a cada prateleira fomos falando de autores, obras e editores. Às tantas diz-me que não tem tempo para ler e pegunta-me se eu leio.

Respondi que sim, mas que não ligo o televisor durante semanas a fio, que não sigo séries, por exemplo. Ao que ele responde: pois, eu sigo algumas séries.

E lá está. O tempo existe, mas cada um de nós opta pelo que lhe dá mais prazer.

 

5.

Livro no meu radar: Contos Eróticos do Velho Testamento, Deana Barroqueiro

Este título, com este prefácio? Yes, please!

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Uma viagem histórica, mas também poética, sensual e dramática, pela vida das mulheres da Antiguidade, escravas dos caprichos, da ambição e da ira masculina, que se viam confinadas às tendas de pastores nómadas, a haréns e serralhos dos palácios dos faraós do Egipto ou dos reis da Pérsia e da Mesopotâmia. 

Editora

6.

E agora vou ler.

Caniços ao Vento - Grazia Deledda

Li Caniços ao Vento, de Grazia Deledda no âmbito da leitura partilhada de 11 das 14 escritoras que venceram o prémio Nobel (#NobelWomen). Uma leitura que deveria ter feito em Dezembro.

 

Foi um livro que tive de solicitar ao depósito da biblioteca, pois já nem estava em acesso livre. Imaginem a minha surpresa quando me deparo com um objecto magnífico, de uma colecção que se tornou um objecto de desejo: Biblioteca de Prémios Nobel (60+ volumes) da editora brasileira Opera Mundi, patrocinada pela Academia Sueca e pela Fundação Nobel.

 

A história situa-se na Sardenha, nos início do séc. XX (parece-me), numa localidade ruralizada e com resquícios de riquezas de outros tempos, em que grandes proprietários sustentavam uma inteira zona.

O narrador primordial é Efix, "o servo das damas Pintor", três irmãs que vivem num solar em decadência, sustentadas pelo orgulho de antigas glórias. Porém, a realidade é que é Efix que com o seu trabalho e abnegação, garante a sobrevivência das três mulheres.

A chegada do sobrinho Jacinto, filho da irmã que ousou fugir ao jugo de um pai controlador, que as isolava (basicamente as mantinha presas dentro de casa), traz ao velho Efix a esperança da recuperação do velho esplendor da casa senhorial.

 

Grazia Deledda associa as personagens a caniços ao vento, atiradas de um lado para o outro pelo destino. Eu, confesso senti  que as personagens eram muito mais motivadas por amarras auto-impostas, que forçadas pelas circunstâncias.

 

Apesar de momentos muito descritivos que aborreciam um pouco, a verdade é que depois de adiar a leitura, não consegui parar de ler e li-o numa noite (se contar o tempo que entrou pela madrugada do dia seguinte).

Curtas literárias 13.01.2019

1.

“Ilustre Casa de Ramires” está a venda e inclui casario e torre medieval [Público]

Se fosse milionária, este é o tipo de compras que faria.

2.

Livraria Lello lança OPA sobre "Os Lusíadas" e primeiro"Harry Potter" [Jornal de Notícias]

Alguém tem por aí uma 1ª edição dos Lusíadas?

3.

Não resisto.

Are books clutter? Why Marie Kondo’s advice to give them away has not sparked unanimous joy [The Guardian Books]

4.

Um conto.

Cat Person de Kristen Roupenian [The New Yorker]