Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

My Books News

My Books News

Lidos em 2019

Janeiro

1. Becoming - Michelle Obama [Audiolivro]

2. Blad Blood - John Carreyrou [Audiolivro]

3. O feiticeiro de Terramar - Ursula K. Le Guin E

4. Caniços ao vento - Grazia Deledda B

5. Lavínia - Ursula K. Le Guin B

6. Alegria! Guia Ilustrado da Arte de Arrumar a Sua Casa e a Sua Vida, Marie Kondō

 

[A ler]

Alegria! Guia Ilustrado da Arte de Arrumar a Sua Casa e a Sua Vida, Marie Kondō

Ficções, José Luís Borges E

 

 

 

Contos

Cat Person, Kristen Roupenian | The New Yorker

 

Caniços ao Vento - Grazia Deledda

Li Caniços ao Vento, de Grazia Deledda no âmbito da leitura partilhada de 11 das 14 escritoras que venceram o prémio Nobel (#NobelWomen). Uma leitura que deveria ter feito em Dezembro.

 

Foi um livro que tive de solicitar ao depósito da biblioteca, pois já nem estava em acesso livre. Imaginem a minha surpresa quando me deparo com um objecto magnífico, de uma colecção que se tornou um objecto de desejo: Biblioteca de Prémios Nobel (60+ volumes) da editora brasileira Opera Mundi, patrocinada pela Academia Sueca e pela Fundação Nobel.

 

A história situa-se na Sardenha, nos início do séc. XX (parece-me), numa localidade ruralizada e com resquícios de riquezas de outros tempos, em que grandes proprietários sustentavam uma inteira zona.

O narrador primordial é Efix, "o servo das damas Pintor", três irmãs que vivem num solar em decadência, sustentadas pelo orgulho de antigas glórias. Porém, a realidade é que é Efix que com o seu trabalho e abnegação, garante a sobrevivência das três mulheres.

A chegada do sobrinho Jacinto, filho da irmã que ousou fugir ao jugo de um pai controlador, que as isolava (basicamente as mantinha presas dentro de casa), traz ao velho Efix a esperança da recuperação do velho esplendor da casa senhorial.

 

Grazia Deledda associa as personagens a caniços ao vento, atiradas de um lado para o outro pelo destino. Eu, confesso senti  que as personagens eram muito mais motivadas por amarras auto-impostas, que forçadas pelas circunstâncias.

 

Apesar de momentos muito descritivos que aborreciam um pouco, a verdade é que depois de adiar a leitura, não consegui parar de ler e li-o numa noite (se contar o tempo que entrou pela madrugada do dia seguinte).

Bad Blood: Secrets and Lies in a Silicon Valley Startup - John Carreyrou

1.jpg

Bad Blood: Secrets and Lies in a Silicon Valley Startup - John Carreyrou

 

Este foi ouvido pelo buzz que gerou. Foi considerado por muitos um dos melhores livros de não ficção (nomeadamente pelo Finantial Times), sobre um crime real. E preparem-se porque já está planeada uma adaptação cinematográfica com Jennifer Lawrence.

 

Em 2014, a fundadora e CEO da Theranos, Elizabeth Holmes, foi amplamente vista como a nova Steve Jobs: uma brilhante desistente de Stanford cujo negócio "unicórnio" prometia revolucionar a indústria médica com uma máquina que tornaria os exames de sangue mais rápidos e fáceis. Prometia diagnósticos diversos com apenas uma gota de sangue. Era um sonho, uma TED Talk, uma visionária, uma jovem que inspirava todos que privavam com ela.

Apoiada por investidores multimilionários, a Theranos chegou a uma avaliação de 9 bilhões de dólares.


Porém, era tudo uma fraude. A tecnologia não funcionou.

De forma absolutamente incrível e durante anos, Elizabeth Holmes enganou investidores, autoridades da FDA e seus próprios funcionários. Quando o jornalista do The Wall Street Journal, John Carreyrou, começou a fazer perguntas, tanto Carreyrou quanto o Journal foram ameaçados com ações judiciais, jornalista e testemunhas seguidas e ameaçadas. Um verdadeiro ambiente de máfia.


O jornal começou a publicar artigos sobre a Theranos a partir do final de 2015 e esse processo é igualmente fascinante - o processo de verificação editorial e jurídica que precede uma publicação é capaz de durar semanas ou meses.

Em 2017 finalmente chega o fim da fraude, com o valor da empresa a zero e Holmes a enfrentar processos criminais. Pelo meio, o suicídio de um dos seus colaboradores e vários diagnósticos errados feitos a doentes.


Uma fascinante história de como alguém consegue ludribiar, durante anos, grandes empresas (incluindo a Walgreens) e autoridades reguladoras. Entre a ganância de uns e o desejo de outros de pertencer a um momento significante e inspirador, Elizabeth Holmes galgou todos sem olhar a meios e a consequências.