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My Books News

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Lido - The Bullet Journal Method, Ryder Carroll

Quanto tomei conhecimento do Bullet Journal, ainda andava às voltas com as minhas agendas DIY, depois de ter desistido das agendas tradicionais.

Isto porque, eu tenho mais tarefas que eventos e 95% dos eventos que tenho são consultas da minha mãe e para isso basta-me uma página mensal.

 

O Bullet Journal de Ryder Carroll trouxe-me a inovação de um sistema incrivelmente flexível, que se tornou a base da minha organização.

 

Entretanto afastei-me do sistema, mas sempre com a certeza que isso era um sintoma da minha desorganização e que teria de voltar à sua estrutura. Foi por isso que quis ler o livro dele sobre o sistema:  The Bullet Journal Method: Track the Past, Order the Present, Design the Future.

 

Quando o vi disponível no NetGalley, acreditem que dei um gritinho de alegria. Não imaginam o quanto eu desejava gostar deste livro e retirar dele nova informação, nomeadamente quanto a planeamento que não tivesse já lido na página oficial e blog.

 

Aproveito para vos recomendar vivamente a página. É clara, pedagógica e muito sucinta, além de ter um design fantástico. Tudo o que eu procurava no livro…

 

Infelizmente, não foi o que encontrei. Ryder Carroll escreveu um livro demasiado pregador para o meu gosto, mais life coaching que Bullet Journal. E julgo que foi por esse excesso, que não conseguiu dar uma estrutura coesa e fluída ao livro.

 

A título exemplificativo, só a 70% do livro fala da customização, sugerindo que antes disso, se teste o sistema básico durante 3 meses. Também só aqui fala sobre a informação que se deve recolher e não se deve recolher (para evitar sobrecarga). Depois, fala de diferentes colecções (a fase do sistema) e volta atrás para abordar a funcionalidade, a legibilidade e a sustentabilidade.  

A pouca informação sobre sistemas de planeamento, só surgem a 78% do livro.

A desorganização e a desarticulação, levaram a sistemáticas repetições.

 

Sinceramente, não encontrei no livro nada que não tivesse lido na página oficial e no blog, de forma muito mais clara e concisa.  

Com excepção do capítulo que falava de métodos para ultrapassar obstáculos (planeio testar alguns), o resto era informação elementar e muito senso comum: começar pela tarefa menos desejada (eat the frog), pequenos passos (one bite at a time), desmontar objectivos em acções executáveis.

 

Ryder Carroll é um fantástico designer e pensador sobre a forma como registramos o tempo, mas claramente não é um escritor.

Este livro tinha muito potencial que ele tivesse feito uso de uma recomendação que nos faz, recorrendo a uma citação de Dieter Rams: “Start with less, but do it better”.