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My Books News

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Caniços ao Vento - Grazia Deledda

Li Caniços ao Vento, de Grazia Deledda no âmbito da leitura partilhada de 11 das 14 escritoras que venceram o prémio Nobel (#NobelWomen). Uma leitura que deveria ter feito em Dezembro.

 

Foi um livro que tive de solicitar ao depósito da biblioteca, pois já nem estava em acesso livre. Imaginem a minha surpresa quando me deparo com um objecto magnífico, de uma colecção que se tornou um objecto de desejo: Biblioteca de Prémios Nobel (60+ volumes) da editora brasileira Opera Mundi, patrocinada pela Academia Sueca e pela Fundação Nobel.

 

A história situa-se na Sardenha, nos início do séc. XX (parece-me), numa localidade ruralizada e com resquícios de riquezas de outros tempos, em que grandes proprietários sustentavam uma inteira zona.

O narrador primordial é Efix, "o servo das damas Pintor", três irmãs que vivem num solar em decadência, sustentadas pelo orgulho de antigas glórias. Porém, a realidade é que é Efix que com o seu trabalho e abnegação, garante a sobrevivência das três mulheres.

A chegada do sobrinho Jacinto, filho da irmã que ousou fugir ao jugo de um pai controlador, que as isolava (basicamente as mantinha presas dentro de casa), traz ao velho Efix a esperança da recuperação do velho esplendor da casa senhorial.

 

Grazia Deledda associa as personagens a caniços ao vento, atiradas de um lado para o outro pelo destino. Eu, confesso senti  que as personagens eram muito mais motivadas por amarras auto-impostas, que forçadas pelas circunstâncias.

 

Apesar de momentos muito descritivos que aborreciam um pouco, a verdade é que depois de adiar a leitura, não consegui parar de ler e li-o numa noite (se contar o tempo que entrou pela madrugada do dia seguinte).

Em dia...

Lidos

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A saga de Gösta Berling - Selma Lagerlöf (#NobelWomen)

Selma Lagerlöf é a primeira mulher do projecto #NobelWomen, precisamente porque foi a primeira escritora a vencer o Nobel da literatura.

A saga de Gösta Berling é o seu romance de estreia, o que é deveras impressionante. Gösta Berling é um jovem e belo padre que acaba em desgraça por causa do álcool. Expulso é acolhido por uma matriarca da cidade que acolhe vários "cavalheiros", mantendo-os na bonomia do ócio. Mas sendo os homens como são, mordem na mão que lhes dá de comer, levando toda uma região numa espiral negativa de fome e desgraça, em que o diabo é uma personagem acessória.

Selma Lagerlöf escreve um romance com inúmeras fantasias e lendas com um fundo moral, em que a natureza e o ambiente têm uma presença constante.  

A Gorduchita havia-me avisado que o livro era chato (ou tinha partes muitos chatas, já não me recordo as palavras exactas) e não em enganou. Realmente, quando Selma Lagerlöf salta da "saga de Gösta Berling" para contar histórias, algumas muito góticas, dos outros cavaleiros, com extensas descrições, o livro arrasta-se. Na verdade, estive para desistir dele em mais que uma ocasião, tendo optado por saltar algumas páginas.

O livro impressiona pela mestria com que foi escrito, mas as personagens a oscilar entre o egoísmo, a penitência e o excessivo moralismo pedante, fez com que rapidamente me desinteressa-se delas e do seu fim.

Estou arrependida de não ter mantido o plano inicial de ler A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia.

 

Desperdício Alimentar - Iva Pires (#nonfictionnovember2018)

Um dos livros da FFMS que eu tinha de comprar. Apesar da tentativa de imprimir um uma nota positiva, com bons exemplos, este livro é sobre o estado absolutamente insustentável a que chegou a nossa economia.

A autora refere que o ensaio é voltado para as famílias, mas faltou um capítulo mais forte com maior expressão das formas como evitar o desperdício.

Eu, que procurava mais informação sobre toda a cadeia de desperdício e o impacto das famílias nessa cadeia, fui a leitora perfeita para este livro, tendo encontrado inúmeras definições base para enquadrar a questão do desperdício, formas de o quantificar, referências bibliográficas para futuras explorações do tema.

Recomendo vivamente.

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Depois de choramingar, uma alminha caridosa emprestou-me a sua colecção, pelo menos até ao nº7. Yeah! 

Quanto mais leio, mas a quero nas minhas estantes.

 

A ler

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É ponto de honra que tenho de terminar este livro até ao final do mês.

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As leituras estão suspensas porque quero fazer alguns dos exercícios propostos e mexer na minha agenda e isso leva tempo. Mas há tanta palha "mindfull" que me está a chatear.

 

NetGalley

Calculei mal o interesse dos editores numa leitora portuguesa com um blog que não terá mais de 20 leitores. Agora tenho 20 livros aceites... ups!

 

#NobelWomen

Primeiro Steve Donoghue arranca com o Sherlocktober, uma leitura partilhada de Sherlock Holmes, depois de eu ter manifestado a vontade de ler todos os contos, por ordem cronológica.

Agora é Britta Böhler, uma reputada booktuber, que anuncia uma leitura partilhada das 11 vencedoras do Prémio Nobel da Literatura:#NobelWomen 

Ficam de fora as poetisas, porque a Britta não se considera habilitada para comentar poesia.

A leitura começa em Novembro e decorrerá até Outubro do próximo ano, na esperança de acabar a tempo da atribuição do próximo prémio. 

O objectivo é ler todas as autoras, por ordem cronológica, em que receberam o prémio. Assim, o primeira autora será Selma Lagerlöf, vencedora do prémio em 1909.


Em Portugal, penso que será mais conhecida pelo livro que eu li quando era muito nova: A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia. Aliás, recentemente comprei um exemplar (muito velhinho), para substituir o que tive em miúda.

 

Porém, a leitura partilhada será do seu romance A Saga de Gösta Berling (1891).


Obviamente que me irei juntar a esta leitura partilhada, mas em vez da obra sugerida, planeio ler A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia, que já estava na minha TBR.