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My Books News

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Ler é uma forma de compreender o mundo à nossa volta

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A notícia do Público para quem leu Racismo no País dos Brancos Costumes, por Joana Gorjão Henriques:

- a lei da nacionalidade mudou em 1981 deixando os filhos de estrangeiros, nascidos depois dessa data, sem direito à nacionalidade automática;

- sem nacionalidade, são inumeras as barreiras: no acesso ao arrendamento, crédito e outros serviços bancários, arrendamendo ou os mais comuns cartões de fidelidade;

- o processo para pedir a nacionalidade custa mais de €200 (agora multipliquem por cada filho, numa família em que os progenitores recebem o salário mínimo);

- mesmo que alguém tenha nascido cá e feito toda escolaridade cá, ainda assim quem de fazer uma prova de conhecimento de português básico que, como devem imaginar, também se paga.

 

Ou seja, a nova lei vem resolver uma injustiça que uma mudança de lei gerou, ao tornar uma geração de portugueses (chamo-lhes assim porque nunca conheceram outro país) cidadãos de segunda no seu próprio país.

 

Deixo-vos com uma citação retirada do livro:

Pensamos: a nacionalidade é uma coisa importante. Mas são dois pesos e duas medidas: um "visto gold" só precisa de vir a Portugal 7 dias por ano, e ao fim dos seis anos de residência pode fazer a prova de língua portuguesa e ter a nacionalidade. Que injustiça é esta?