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My Books News

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Gyllian Flynn - Lugares Escuros

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Devorado em dois dias. Estava com receio que Lugares Escuros viesse nublar a impressão positiva com que tinha ficado da escrita de Gillian Flynn no Em parte incerta. Isso não aconteceu. Declaro-me fã da autora e estou mortinha por apanhar o Objectos cortantes.


 


Gillian Flynn volta a presentear-nos com uma anti-heroína tão perturbadora que se torna irresistível, como o é um comboio que vemos que vai embater numa parede e, por isso, não conseguimos desviar o olhar. Mas o que é verdadeiramente perturbador, é o facto de ser impossível não reconhecer nesta anti-heroína, a Libby,  os traços de humanidade que nos caracterizam a todos, de uma forma ou outra, num maior ou menor grau. 


 


Libby é a única sobrevivente do massacre em que morreu toda a família: mãe e 2 irmãs. Tinha 4 anos. O outro único sobrevivente é o assassino (?), o seu irmão Ben (na altura com 15 anos).


Libby vive de um fundo, que se esgota rapidamente, de doações de estranhos. Libby não é a vítima ideal e idealizada: doce, submissa, grata, produtiva...  Nas palavras da própria: "Tenho uma ruindade dentro de mim, palpável como um órgão." 


É quando vê o dinheiro esgotar-se que decide aceitar a proposta de um clube de investigação de mistérios: Kill Club. E não pense que isto é pura ficção. Existem centenas de grupos de amadores, cujos membros (uns mais amadores que outros) dedicam o seu tempo livre a tentar solucionar crimes.


 


O livro é magnífico, as personagens estão primorosamente construídas e a estrutura, alternando entre o presente e partes do dia do assassinato, repartidas pelas vozes das diferentes personagens, é absolutamente genial. 


 


É de ler e chorar por mais. Isto sim, é um magnífico policial.


 


Livro requisitado na biblioteca municipal