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My Books News

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Cultura, sociedade e política

Influential literary editors and writing program directors on the Agency payroll made sure to fall in line, promoting a certain kind of writing that focused on the individual and elevated psychological conflict over social concerns. This influence, writes The Chronicle of Higher Education, "flattened literature" and set the boundaries for what was culturally acceptable. (Still, CIA-funded journals like The Paris Review published dozens of "political" writers like Richard Wright, Gabriel Garcia Marquez, and James Baldwin.)

Josh Jones /Open Culture

 

Josh Jones sintetizou de forma excelente a relação indissociável entre a política e a cultura. Porque uma e outra somos nós, é o nosso dia-a-dia, gostemos ou não, optemos por olhar em frente ou virar as costas. Mas estão sempre lá.

 

Não sei se o The Paris Review é realmente financiado pela CIA (ou foi), mas realmente é fascinante pensar nessas subtilezas como um mecanismo de controlo de cidadãos, especialmente em democracias ditas avançadas.

Os (maus) políticos não querem cidadãos sociais, que pensem e questionem as suas acções, querem indivíduos centrados no eu. Querem livros como entretenimento e não como instrumento de reflexão. Pão e circo.

 

Ver a televisão do pós-25 de Abril é ver isso: programação em que o foco é a sociedade e a cultura para todos. E cultura de elevadíssimo nível para um país com números esmagadores de analfabetismo.

 

Ver televisão hoje, é compreender que o entretenimento é rei e quem dita a programação são os anunciantes. E nós, nesse meio, passamos de cidadãos a consumidores.

Excepção, claro, para a RTP2.

 

Por isso, os livros (seja em que forma for) são tão importantes. Não há nada de mal em ler (apenas) como forma de entretenimento.

Mas faz muito bem reservarmos algum espaço para livros que nos eduquem, seja directa ou indirectamente, a ser cidadãos/ãs do mundo.

Mais, oponho-me fortemente à ideia que os livros educativos não entretêm.

 

Por isso leio ficção e não ficção. Percorro diversos géneros e vozes.

Tento ser muito intencional na escolha de autores/as de não ficção.

E depois de intencional, muito cuidadosa - não é que queira reforçar a minha visão lendo apenas as opiniões concordantes, mas também não quero perder tempo a ler livros de racistas ou misógenos como os Jordan Peterson que populam esse mundo.

 

Ler muito e ler bem é o que todas/os procuramos, não é verdade?

Ambos os critérios suficientemente subjectivos para abraçar a diversidade do que somos, como humanos ou como leitoras/es.

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