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My Books News

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Clube dos Clássicos Vivos - Moby Dick - 8 de 14

Em Agosto li Moby Dick, juntamente com as/os restantes membros do Clube dos Clássicos Vivos, moderado pela Cláudia Oliveira (A mulher que ama livros).


 


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Uma das coisas que mais surpreendeu em Moby Dick foram as suas enérgicas referências ao carácter predatório do Homem em relação à natureza e animais:


 



testemunhando uma morte por cada baleia caçada, em alguns deles até mais de uma morte, e tendo três daqueles barcos, perdido toda a sua tripulação. Por amor de Deus, sejam económicos com as vossas lanternas e velas! Não gasta um galão de óleo sem que se derrame pelo menos uma gora de sangue humano!



(capítulo 45)


 



Se formos a um mercado de carnes, num sábado à tarde, veremos multidões de bípedes vivos, olhando para longas filas de quadrúpedes mortos. Uma visão destas não fará arrepiar um canibal?


(...)


eu digo que será mais tolerado ao selvagem das Fiji que conservou um mísero missionário em sal, na sua cela, prevendo uma fome próxima, digo, que esse previdente selvagem terá mais tolerância, no dia do julgamento, do que tu, glutão civilizado e esclarecido, que prendes gansos ao solo e te banqueteias com o seu fígado intumescido no teu pâté-de-foie-gras



(capítulo 65)


 


:


E porque não, discutir as quotas de pesca, tema tão actual?


 



o ponto discutível de tudo isto reside na dúvida destes monstros marinhos poderem sobreviver a tamanha perseguição e a uma devastação tão isenta de remorsos; não acabará a baleia por ser definitivamente exterminada das águas, e tal como o último homem, fumará o seu último cachimbo e evaporar-se-á com a última baforada?



(capítulo 105)


 


"Quando a caça da baleia-azul finalmente foi proibida, nos anos 60, 350 mil baleias-azuis haviam sido mortas. A atual população mundial de baleias-azuis é estimada entre três a quatro mil, com duas mil concentradas na costa californiana." Wikipédia