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My Books News

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Between the World and Me de Ta-Nehisi Coates

Declaro-o o melhor livros de memórias que já ouvi (audiolivro). Brilhante, apaixonante, devastador. Desenganem-se se o imaginam um exercício de vitimização. Não é. É um relato brutal do que é ser um corpo negro, num país como os EUA e num momento como o actual, à luz dos sucessivos casos de mortes de negros por polícias. 


 


Ta-Nehesi Coates deixa um texto sublime ao seu filho, com uma carta com alertas, memórias, directrizes e muito medo.


 


Ontem vi Ali e numa das mais marcantes cenas, Muhammad Ali corre com o seu carapuço colocado, durante a noite. Sente que um carro de polícia o segue lentamente. Os agentes são chamados para um serviço e partem.


É disso que fala Ta-Nehesi Coates, 50 anos depois. Fala do medo que um negro tem da polícia, simplesmente porque se está a correr na rua, durante a noite. Ser branco, é sentir-se seguro, quando se vê a polícia, porque se está a correr na rua, durante a noite.


 


Essa é a realidade e negá-la deixou de ser uma consequência de ilusões, para ser uma grosseira cumplicidade. 


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But race is the child of racism, not the father. And the process of naming “the people” has never been a matter of genealogy and physiognomy so much as one of hierarchy. Difference in hue and hair is old. But the belief in the preeminence of hue and hair, the notion that these factors can correctly organize a society and that they signify deeper attributes, which are indelible—this is the new idea at the heart of these new people who have been brought up hopelessly, tragically, deceitfully, to believe that they are white.


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Here is what I would like for you to know: In America, it is traditional to destroy the black body—it is heritage.


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Black people love their children with a kind of obsession. You are all we have, and you come to us endangered.


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This need to be always on guard was an unmeasured expenditure of energy, the slow siphoning of the essence.


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All my life I’d heard people tell their black boys and black girls to “be twice as good,” which is to say “accept half as much.