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A vida imortal de Henrietta Lacks - Rebecca Skloot

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Durante décadas, os cientistas tentaram desenvolver culturas de células humanas, mas nenhumas sobreviviam mais do que algumas semanas. As de Henrietta revelaram-se diferentes: reproduziam toda uma geração no espaço de 24 horas e nunca paravam. Tornaram-se as primeiras células humanas a serem cultivadas em laboratório.


 


O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra do que os seus antepassados escravos. Mas as suas células - retiradas sem o seu conhecimento - tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos em relação ao cancro, aos vírus e aos efeitos da bomba atómica; ajudaram nas descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida.


Débora, a filha de Henrietta Lacks:


(...) sempre pensei que era estranho, se as células da nossa mãe fizeram tanta coisa pela medicina, porque razão a família dela nem sequer tem dinheiro para ir ao médico? Não faz sentido. As pessoas ficaram ricas à conta da minha mãe sem que nós soubéssemos que lhe tinham tirado as células, e agora não vemos um tostão. Costumava ficar tão zangada com isso que adoeci e tive de tomar comprimidos. Mas já não tenho forças para lutar. Só quero saber quem foi a minha mãe.


 


Todas as histórias referiam que os filhos de Henrietta tinham começado a ser alvo de pesquisas, mas os Lacks pareciam não saber a que se destinavam essas investigações. Diziam que estavam a ser testados para confirmar se teriam o mesmo cancro que matara Henrietta, mas, segundo os jornalistas, os cientistas estudavam a família Lacks para descobrir mais informação acerca das células de Henrietta.