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My Books News

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Beverly Jenkins - Rebel

Nas últimas semanas li 3 romances. E tão diferentes que eles são...

O primeiro é muito fraquinho e por isso nem vale a pena  desenvolver. É um dos problemas em ler coisas boas, as más começam a tolerar-se cada vez menos.
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O segundo era simpático, mas nada de extraordinário.  Ainda assim, foi grátis no Kobo, conta para um desafio literário: ler um livro que se passe na Apaláchia.

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Mas Beverly Jenkins é fantástica. Cada romance é uma lição de história e a deste livro é sobre os anos após a libertação dos escravos e as suas lutas e dificuldades para viver uma vida condigna, como seres humanos livres. Especialmente, é sobre o papel da educação, através das escolas comunitárias que tentavam ensinar ex-escravos a ler e a escrever.

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Mas nem todos os negros são apresentados com ex-escravos libertados, já que a história explora as comunidades de criolos de Nova Orleães como empreendedores e abastados, uma realidade bastante contrastante.

 

Não é um livro perfeito e eu penso que isso acontece precisamente porque a parte histórica é tão boa. Quando assim é, depois é um pouco difícil acreditar nas partes menos verosímeis do romance.

 

Mas este é o 3º livro da autora e declaro-me oficialmente uma fã.

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Nonnonba de Shigeru Mizuki

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A minha vida literária tem sido um constante despir de preconceitos: em relação aos contos, em relação às novelas gráficas, em relação aos manga. Ainda bem que assim é: apesar de estar a envelhecer, sinto que estou em constante descoberta.

 

O desafio literário Read Harder do BookRiot levou-me a ler um manga, uma BD ao estilo japonês, que desde logo significa que devemos ler da direita para a esquerda, seja as páginas, seja os balões dentro das caixas.

Felizmente, tinha lido sobre isso antes.

 

O meu primeiro manga, foi escolhido pelo sentido de oportunidade: estava disponível na minha (magnífica) biblioteca municipal (definitivamente não é a de Gaia).

 

O autor é Shigeru Mizuki, que foi um historiador e mangaká japonês, que neste livro com notas auto-biográficas, descreve a infância do autor e a sua amizade com uma idosa (a sua avó), que lhe vai contando histórias do folclore japonês.

Com pequenos apontamentos, somos verdadeiramente transportadas/os para um Japão rural dos anos 30.

 

Já agora, descobri que um dos sub-géneros do manga é o Gekiga, que se refere a trabalhos de BD mais "adultos", um equivalente ao "novela gráfica" e que têm como público alvo os adultos.

Admirável Mundo Novo (1932), Aldous Huxley

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Meditar longamente sobre as fraquezas literárias de há vinte anos, tentar remendar uma obra defeituosa para lhe dar uma perfeição que ela não tinha quando da sua primitia execução, passar a idade madura a tentar remediar pecados artísticos cometidos e legados por essa pessoa diferente que cada um é na sua juventude, tudo isto, certamente é vão e fútil. - Aldous Huxley, 1946

 

Publicado em 1932, o Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley descreve uma sociedade futura (+600 anos) composta por uma sociedade por castas em que todos são felizes porque fazem aquilo, para o qual foram condicionados a gostar, desde o berço.

Aliás, Aldous Huxley previu a manipulação genética, numa verdadeira "fábrica" de gerar crianças, cada uma formatada para o papel que deverá desempenhar na sociedade, onde palavras como mãe e pai são abjectas e a poligamia e promiscuidade sexuais são encorajadas desde a infancia.

 

Nesta sociedade todos são "felizes", graças à toma de "soma", uma droga que afasta toda a tristeza. A cultura não existe e todos pregam ao deus do consumismo - Ford. 

 

À margem da vivência societária "perfeita", vivem alguns indígenas, numa reserva que não é mais que um zoológico das castas superiores, em que as pessoas continuam a viver em família e tribos.

 

Entre eles encontra-se um jovem estranhamente educado, que irá ser apresentado à sociedade, como uma espécie de curiosa mascote. A sua paixão são as palavras de um livro, nada mais que uma colectânea de Shakespeare.

 

Porém, a sua experiência neste mundo "superior" não será das melhores.

 

Vendo bem, parece que a Utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar há apenas 15 anos. Nessa época coloquei-a à distância de seiscentos anos. Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um século. Isto se nos abstivermos, até lá, de nos fazermos explodir aos bocadinhos.- Aldous Huxley, 1946

 

Eu adorei reler o Admirável Mundo Novo, com o Clube dos Clássicos Vivos, apesar do atraso. Até porque já almejava uma releitura que precedesse o Regresso ao Admirável Mundo Novo.

Gostei igualmente que a nova edição que li, tivesse uma introdução que o escritor escreveu em 1946, mais de 10 anos da 1ª publicação do livro e depois de uma 2ª Grande Guerra Mundial.

Com efeito, pensar neste livro antes do fascismo nazi, é surreal. E ver os acontecimentos históricos a desenrolarem-se deve ter sido uma vivência muito particular para A. Huxley.

 

Com ou sem regresso, este livro é inquestionavelmente um clássico a ler. A construção "do mundo" é fantástica e nem concordo com o autor (em 1946), que desejaria que o final tivesse sido diferente.

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