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My Books News

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Mais olhos que barriga

Sei de quem se irá rir deste post. 

Hoje, não resisti e fui buscar o livro de retratos da Annemarie Schwarzenbach, à minha biblioteca municipal. Trouxe mais um livro de contos dela... sem compromisso. 

Tive curiosidade (não deveria fazer isto) em ir espreitar ao blog, para perceber há quanto tempo o tinha na TBR: desde 2015.

Porquê agora? Porque é a autora do Clube dos Clássicos Vivos de Setembro/Outubro e eu não resisti a espreitá-la. Está visto, sou uma Cristina vai com todas...


Lidos em Setembro


Setembro foi um mês dominado pela ficção científica, um género que gosto imenso, mas que estava algo adormecido na minha lista de leituras, há alguns anos.

O meu objectivo era ler Anne McCaffrey, uma autora num género dominado pelos homens. Como não costumo escolher séries (porque detesto esperar um ano pela continuação), decidi aproveitar a série Dragonriders of Pern, precisamente por estarem já todos publicados. Adorei e planeio continuar até conseguir ler todos aos quais consiga deitar a mão.

No que respeita a clássicos, finalmente li A Guerra dos Mundos de H.G. Wells. Li, mas não me impressionou.  Li ainda uma novela de Jorge Amado, magnífico como sempre.

Passei a conhecer uma nova autora que adorei: Cristina Silva. 

Na não ficção, li o ensaio de Ricardo Araújo Pereira sobre o humor. 

Gostei, mas senti que era uma conjunto entrecortado de reflexões e exemplos. Sinceramente, parecia mais crónica que ensaio. 
Fiquei com a sensação que se o livro, em vez de 110 páginas, tivesse 300-400, seria o livro que iria de encontro às minhas expectativas, em termos de desenvolvimento dos conteúdos.

Este mês, a novela gráfica que li era sobre a dura realidade dos campos de concentração. 

Finalmente, desisti de ler Noiva Judia de Pedro Paixão.


A ler


Em Novembro...

Portugal: Os números, Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas


Portuguesas com história, séculos XVI e XV (vol. 2), Anabela Natário


Portuguesas com história, séculos X e XIII (vol. 1), Anabela Natário


Saga, Sophia de Mello Breyner


História do Porto - vol.1, Joana Sequeira


A sexta extinção, Elizabeth Kolbert


A infanta rebelde, Raquel Ochoa


A de Açor, Helen Macdonald


A rapariga no comboio, Paula Hawkins


 


 


Assombro, é a palavra do mês do Novembro. Propus-me continuar a ler mulheres, tentar ler mais da estante, mais autoras portuguesas, mais não ficção. 


 


É estranho concluir que ao limitar as minhas leituras (na verdade, mais correcto seria dizer que estou a concentrar as leituras), acabo por alargar os meus horizontes como leitora. Descubro temas, individualidades, autoras e até formas de escritas que não me era habitual ler. Não só, estou a ler mais, como estou a ler melhor (para mim).


 


Portugal em números


O meu mini livro de bolso, Portugal: os números - foi uma surpresa. Basicamente, são dados estatísticos do Pordata, mas estruturados e analisados de uma forma muito interessante. Achei particularmente instrutivo, cruzar a leitura com as discussões sobre o orçamento de Estado. 


No fundo, uma realidade que qualquer cidadã activa deveria conhecer. Foi assim que senti este livro, como parte da minha instrução com cidadã.


 


História de Portugal


Foi na estante que encontrei duas colecções de livros que havia relegado ao esquecimento: Portuguesas com história e História do Porto. Redescobri a nossa história, descobri nomes que não chegam a ser mencionados nos nossos manuais escolares, apesar de instrumentais na génese da  nossa independência nacional, descobri que não sabia nada da história da minha cidade e que muitos dos conceitos que aprendi na escola, estão muito desactualizados ou exagerados. 


Coincidir a leitura, de livros de história de portuguesas nos séculos X a XIII, com um livro de história da minha cidade, para o mesmo período, foi tão instrutiva como surpreendente.


Na verdade, poderia jurar que ouvi os neurónios a trabalhar dentro do crâneo - também eles ficaram impressionados.


 


Comecei a criar uma lista de leitura, apenas com o propósito em mente de ler mais sobre a história de Portugal. Porquê? Porque é fascinante e tem "personagens" fascinantes. 


 


Por exemplo, ainda com a trindade em mente (mulheres, não ficção, nacional), chego ao A infanta rebelde de Raquel Ochoa. Continuo com grandes mulheres enquanto os EUA elegem Trump... parece-me adequado.


 


Não ficção por autoras estrangeiras


Passo para os livros de não ficção por autoras não nacionais. BINGO! Dois livros magníficos, que recomendo a todas/os:


A sexta extinção, Elizabeth Kolbert


A de Açor, Helen Macdonald 


 


Ficção


Mas também li ficção.


A Saga - Sophia de Mello Breyner, para acompanhar as leituras escolares da minha sobrinha. Um pequeno conto, lindíssimo, que recomendo. Um livro triste, sobre vidas incompletas, frustradas e que dificilmente será compreensível para quem viveu menos de 15 anos e tem toda uma vida de esperanças pela fente.


Li a badalada A rapariga no comboio de Paula Hawkins, que com tanto buzz, conseguiu suscitar a minha curiosidade. Depois de esperar a minha vez, nas reservas da biblioteca, passei a poder dizer que também li


 


Não há um único livro que sinta ter desperdiçado tempo de leitura. Cresci com todos, tive prazer em ler com todos - até o mini-livro que só tem estatísticas (sou uma geek - gosto de tabelas e gráficos, que querem que vos diga?).


 


Novembro foi um assombro.