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My Books News

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Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE - Pedro Mexia

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O júri da APE - Associação Portuguesa de Escritores atribuiu o Grande Prémio de Literatura Crónica e Dispersos Literários APE/C.M. de Loulé ao livro Lá Fora, de Pedro Mexia (Tinta-da-China).

Da acta destaca-se ter sido atribuído o Prémio: “… é um livro de crónicas de um intelectual no mundo de hoje, observando esse mesmo mundo por intermédio da arte (literatura, música, cinema) como coisa íntima e reclusa de si. A elegância da escrita da obra escolhida reverte a favor do apresso da forma aorística e da recolecção em livro dos dispersos publicados na imprensa.”

 

«Lá Fora» não é um livro sobre viagens demoradas a lugares exóticos, passeios venturosos a altas montanhas ou selvas escuras, ou grandes temporadas em metrópoles sofisticadas: aqui, mais do que lugares físicos onde tenha estado, Pedro Mexia escreve sobre lugares mentais. Há os teatros e as livrarias de Londres, mas também «Paris, Texas», de Wim Wenders. Há a Lisboa das Avenidas Novas e do Chiado, mas também as viagens de liteira de Camilo Castelo Branco. Há os verões da infância na Figueira da Foz, mas também a ilha grega de Leonard Cohen. Deambulando por geografias de espécie diferente, Mexia descreve lugares por onde passou e que, de alguma forma, não esqueceu.

Met Gala 2019 - "Camp" quê?

O tema deste ano da mítica Met Gala foi "Camp", que se transformou num "camp quê?". Ao que eu respondo: lê mais!

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Então o que é Camp?

Many things in the world have not been named; and many things, even if they have been named, have never been descrived. One of these is the sensitibility - unmistakably modern, a variant of sophistication but hardly identical with it - that goes by the cult name of "Camp".

 

Susan Sontag, num fantástico ensaio sobre estética, continua por dizer que Camp é uma "visão do mundo em termos de estilo - mas um estilo particular. É o amor pelo exagerado, o "off", de coisas- -serem-o-que-não-são"  e a sua imagem distintiva é "o espírito da extravagância".

 

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E claro, ao percorrer uma qualquer página com todos os looks da noite, a pergunta irresistível é: quem foi mais Camp? A minha resposta é: no one.

 

One must distinguish between naïve and deliberate Camp. Pure Camp is always naïve. Camp which knows itself to be Camp ("camping") is usually less satisfying. (...)

Porém

Considered a litte less strictly, Camp is either completely naïve or else wholly conscious (when one plays at being campy). An example of the latter: Wilde´s epigrams themselves.

"It´s absurd to divide people into good and bad. People are either charming or tedious." (Lady Windermere´s Fan)