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My Books News

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Lidos em 2020

Janeiro

1. A correspondência de Fradique Mendes, de Eça de Queiróz B

2. Sombras Queimadas, de Kamila Shamsie E

3. Longbourn, de Jo Baker E

4. O Natal de Poirot, de Agatha Christie E

5. Poemas e Fragmentos de Safo, trad. Eugénio de Andrade E

6. Os túmulos de Atuan, Ursula K. Le Guin E

7. O outro lado do mundo, Ursula K. Le Guin E

8. Os Renegados de Pern 1/2, Anne McCaffrey E

9. Uma nova esperança em Pern1/2, Anne McCaffreyE

10. Luar de Janeiro, Augusto Gil E

 

Fevereiro

11. The Madness of Lord Mackenzie, Jennifer Ashley [audiobook] www

12. Lumberjanes, Noelle Stevenson, Shanon Watters, Grace Ellis, Brooke Allen B

13. A morte de Ivan Ilitch, Lev Tolstoi E

14. Bruxas, Scott Snyder, Jock, Matt Hollingsworth B

15. What the Most Successful People Do Before Breakfast: A Short Guide to Making Over Your Mornings and Life, Laura Vanderkam [audiobook] www

16. O ódio que semeias, Angie Thomas E

17. Elementos Secretos, Margot Lee Shetterly E

 

Março

18. Wolf Hall, Hillary Mantel E

 

Abril

19. Sonnets from the Portuguese da Elizabeth Barrett Browning E

 

Maio

20. Bring up the bodies, Hillary Mantel E

The Mirror & The Light, da Hillary Mantel  E [a ler]

What an astonishing thing a book is.

"What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head, directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions, binding together people who never knew each other, citizens of distant epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans are capable of working magic."

 

Fonte: Carl Sagan - Cosmos, Part 11: The Persistence of Memory

Via: James Clear, newsletter 28.05.2020

Ler o livro - Ler o Mundo

Ódio que Semeias, de Angie Thomas

"The Hate U Give Lil’ Infants Fucks Everyone" - Tupac Shakur

 

Já li o Ódio que Semeias, de Angie Thomas há algum tempo, mas senti-me bastante inepta para fazer uma resenha que lhe fizesse justiça. É um livro magnífico que teria merecido o National Book Awards, para o qual foi nomeado.

 

No Ódio que Semeias, Starr Carter é uma jovem de 16 anos, afro-americana, que se divide em dois mundos: o seu bairro predominantemente negro e o colégio que frequenta, maioritariamente branco. Essa divisão, não é meramente geográfica, mas identitária.

 

O trailler do filme, retrata essa cisão de forma exemplar:

 

Starr Carter assiste ao assassínio do seu colega por um polícia. E depois à colisão dos seus mundos, à luta da sua comunidade pela sobrevivência e à luta de um mundo por um status quo sustentado na injustiça.

 

A conversa

Um dos momentos mais chocantes do livro, para mim, é o aquele que retrata a conversa de um pai negro com os seus filhos, sobre como interagir com polícias, de modo a sobreviver.

Viver assim, É uma violência.

E aqui estamos nós. 2020. As notícias mostram homens encorajados a caçar, assassinar e a filmar um homem negro que fazia jogging. Corpos negros e castanhos a ser abatidos dentro das suas casas, por razão nenhuma, excepto o facto de ser de cor.

 

Não fui capaz de ver o vídeo da morte de Ahmaud Arbery . Também não vi o vídeo filma a morte de George Floyd, mas hoje já li que a autópsia exclui asfixia e estrangulamento, atribuindo a causa de morte a "condições de saúde preexistentes, incluindo doença coronária e hipertensão".

 

A impunidade e a criminalização da vítima é igualmente retrada por Angie Thomas. E pelas notícias diárias. Em 2020.

 

Este livro, entre outros, coloca-nos na perspectiva de uma pessoa de cor, que tem de se adaptar a um mundo "branco", para viver/sobreviver.

Por isso, ler diversamente é tão importante, porque nos permite um vislumbre sobre outras vidas, outras realidade, outras dificuldades.

Talvez esses vislumbres possam criar um pouco de compreensão, um pouco de empatia.

 

É também por isso que me resguardo tanto de livros como American Dirt que utilizando as narrativas de minorias, não fazem mais do que perpetuar estereótipos danosos. Esse é o dano de valorizar esse tipo de vozes e silenciar outras.

Por isso, nos livros e fora deles,

Black Lives Matter

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