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My Books News

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Eu adoro bibliotecas públicas!

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O livro de Grazia Deledda - Caniços ao Vento - teve de sair do depósito, um indicador de que não deverá ser requisitado há muito, imagino eu. Algo me diz que também será do depósito que sairão os livros de Sigrid Undset e outras Nobel femininas.

Não sei se os últimos dias do ano me trarão mais Alegria ou Águas Negras, mas com este lote, pretendo sair bem de 2018 e entrar em 2019 ainda melhor... literariamente falando, claro.

2018: Os preferidos de cada mês

Eu não vou escolher os melhores livros de 2018. Sequer os melhores para mim. Escolhi destacar os mais marcantes de cada mês e essa marca teve variados motivos.

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Janeiro: Sarah Waters, Os hóspedes

Queria ler Fingersmith, que colocou Sarah Waters na shorlist dos prémios Booker e Orange, mas a biblioteca tinha Os hóspedes e por isso foi esse o primeiro. Queria uma obra que representasse a comunidade literária LGBTQ e recebi em troca um thriller magnífico.

 

Fevereiro: O conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

Há clássicos que se destacam por serem tudo que imaginaste que seriam. E depois há aqueles que te surpreendem por evidenciar que lá porque viste uma dúzia de adaptações cinematográficas, não quer dizer que conheças a história. Foi precisamente o que aconteceu comigo.

O conde de Monte Cristo foi uma leitura magnífica em cada página (e eu tinha 3 volumes) e recomendo vivamente a sua leitura.

Não só se destacou como uma das minhas leituras preferidas de 2018, mas também como evidência de que deveria ler clássicos, que vinha excluído, porque achava que já conhecia a história e que o livro não traria nada de novo.

 

Março: Marquesa de Alorna, Maria João Lopo de Carvalho

Há dois livros que queria muito ler sobre a Marquesa de Alorna: o da Maria João Lopo de Carvalho e as Luzes de Leonor de Maria Teresa Horta.

Comecei por Marquesa de Alorna simplesmente por ter sido o primeiro que me veio parar às mãos. Gostei imenso da introdução a uma personalidade histórica absolutamente incrível e fez-me perceber que são raras as minhas leituras de biografias de personalidades nacionais, uma falta que pretendo colmatar.

Não foi a melhor biografia ficcionada que já li, mas destaco-o porque me deixou com imensa voltade de continuar a ler biografias (ficionadas ou não).

 

Abril: O Canto de Aquiles, Madeline Miller

Adorei, adorei, adorei. O Canto de Aquiles reconta um dos mais conhecidos episódios da Ilíada - a guerra de Tróia - focando numa das suas mais reconhecidas personagens - Aquiles, o semi-deus, o "melhor dos gregos" e o seu relacionamento amoroso com Pátroclo. 

É um livro magnífico, extraordinariamente escrito e mal posso esperar para ler Circe, o novo romance de Madeline Miller.

 

Maio: I’ll be gone in the dark - Michele McNamara

Maio foi o mês dos audiobooks e o primeiro foi um livro que ainda cá não tinha chegado. Raramente há livros sobre crimes reais tão bem tratados. Este, pela morte de Michele, pelo seu contributo para a detenção de um assassino em série que continuava impune há décadas, sensibilizou-me muito.

 

Junho: Racismo em Português - O lado esquecido do colonialismo, Joana Gorjão Henriques

Se me torcessem o braço para escolher o melhor livro de não ficção que li este ano, esta seria a minha escolha, pelo que me ensinou e pelo quanto me fez sentir. Foi como se uma nova realidade me tivesse sido exposta e até as notícias do dia-a-dia são lidas com mais conhecimento de causa.

Junto-lhe o Racismo num país de brancos costumes e resta-me esperar que venham outros. Até lá, vou continuando a seguir de perto o trabalho da jornalista no Público.

 

Julho: A Ponte Invisível, Julie Orringer

Nomeado para o prémio Orange de 2011 foi um dos preferidas da ficção, pelo ambiente que criou e pela forma como me manteve presa às suas 800 páginas.

A história começa em 1937, na cidade de Paris, com a guerra e o Holocausto a aproximarem-se perigosamente. Andras Lévi, um estudante de arquitetura judeu é a personagem principal deste romance baseado na história da família da autora.

 

Agosto: Malditos, Histórias de Homens e de Lobos, Ricardo J. Rodrigues

Este pequeno grande livro, do jornalista Ricardo J. Rodrigues entrou imediatamente para o meu top de leituras preferidas de não ficção.

Através das experiências de aldeões, pastores, biólogos, veterinários e até dois lobos (Urzeira e Trevo), fica-se com um claro panorama da relação entre os homens e os lobos e porque estes últimos irão desaparecer em breve das serras portuguesas. Os humanos simplesmente não merecem os lobos.

 

Setembro: Anne McCaffrey

Anne McCaffrey foi a primeira escritora (mulher) a ganhar os prémios literários Hugo e Nebula, ambos com a sua série Dragonriders of Pern e eu estava mortinha por os ler.

Estava com imensas saudades de ler não ficção e esta série foi a introdução perfeita. Já li alguns e ando a considerar a ordem de leitura - cronologia de publicação ou seguindo o desenrolar da história?

Adorei e a senhora que se segue é Ursula Le Guin.

 

Outubro: Arthur Conan Doyle

Outubro foi o mês em que li uma boa parte dos contos de Sherlock Holmes, acompanhando o Sherlocktober de Steve Donoghue. Era uma ambição antiga e que me deu muito prazer em concretizar.

 

Novembro: The Feather Thief: Beauty, Obsession, and the Natural History Heist of the Century, Kirk W. Johnson

The Feather Thief é um livro sobre história natural, sobre uma comunidade de pessoas com uma paixão, sobre a ligação entre o homem e a natureza, os limites éticos na relação entre estes e um fantástico policial.

É o arquétipo do meu livro de não ficção preferido: que me proporciona novos conhecimentos e o faz de forma envolvente. Sem dúvida, uma das minhas leituras preferidas deste ano.

 

Dezembro: Ainda aqui estou - Patrícia Carvalho

Ainda aqui estou é um retrato da jornalista Patrícia Carvalho sobre os incêndios de Junho e Outubro de 2017. Conta a história de pessoas que viram as suas vidas mudar completamente com os acontecimentos: os bombeiros, Sílvia Cruz, uma socióloga que criou o grupo Esposende com Pedrogão no Coração, o Sr. Francisco Manuel Ribeiro, cuja foto se tornou um símbolo de um país rural, envelhecido e abandonado, entre outros.

Emocionalmente, foi um assalto aos sentidos. Foi uma leitura difícil que me obrigou a parar frequentemente. Racionalmente, foi uma leitura obrigatória para quem deseja perceber tudo o que correu mal.

Este pequeno livro que comprei em versão digital e depois em papel, é para mim um lembrete de que tenho de ler mais não ficção portuguesa, se desejo ser uma cidadã consciente e informada.

Filhas de África

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Inspiração

I wondered what I had been missing out on. I wasn’t completely ignorant of literature by women from that part of the world: I’d read Chimamanda Ngozi Adichie, Ama Ata Aidoo, Bessie Head, Buchi Emecheta, Leila Aboulela, Gillian Slovo, Nadine Gordimer and Zoë Wicomb. Nor was I entirely ignorant of that part of the world. I lived in Sudan for a year, reported from South Africa, Mozambique, Zimbabwe, Tanzania and Sierra Leone and visited Ghana on holiday. But it had been at least four years since I read any of those authors and five since I set foot on the continent.

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