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My Books News

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O colapso

 



Houve a gripe que explodiu como uma bomba de neutrões sobre a superfície da Terra e o choque do colapso que se seguiu, os primeiros anos inenarráveis quando toda a gente viajava, antes de toda a gente se aperceber de que não havia lugar para onde se pudesse ir onde a vida tivesse continuado como até então, e instalaram-se onde podiam, muito juntos para garantirem a sua segurança, em armazéns de transitários, antigos restaurantes e velhos motéis. A Sinfonia Itinerante deslocava-se entre as povoações do mundo transformado e faziam-no desde que passaram cinco anos após o colapso, quando a maestrina reunira o grupo de amigos seus da orquestra militar, abandonado a base aérea onde viviam, e juntos se aventuraram na paisagem desconhecida.



 


Estação Onze - Emily St. John Mandel

Estação Onze - Emily St. John Mandel

 


Uma distopia que venceu o prémio Arthur C. Clark e que foi uma leitura surpreendente.


 


Uma pandemia de gripe que veio destruir, quase por completo, a humanidade... 


 


O enredo de Estação Onze é tão verosímil que chega a ser assustador. Os pormenores são tão reais, que me deixaram ser ar, em algumas passagens.


A verdade é que confiamos na sociedade que nos rodeia. No governo e nos seus mecanismos de ajuda. Mas e se tudo falhasse?


E se... houvesse uma epidemia, uma estirpe da gripe aviária com uma taxa de mortalidade de 99% e com a morte após 2 ou 3 dias do contágio? 


 


E se não fosse preciso uma pandemia? Se estivéssemos em Alepo? Se aqueles voos não autorizados de caças russos, em espaço português e outros países europeus não fossem mais que preparatórios para uma nova colonização/ocupação? E se a central nuclear de Almaraz, no rio Tejo, fosse a nova Chernobyl?


 


Até este momento, não me tinha apercebido que este livro é sobre refugiados.


 


Mas voltemos à ficção...


 


Emily St. John Mandel, faz-nos imaginar o que seria a vida para os 1% que sobreviveram. É um livro melancólico sobre a vida, a morte, a imortalidade, as artes e a arte de sobrevivência. Mas acima de tudo, é sobre o que nos mantém humanos, quando tudo que identificamos como a humanidade parece desaparecer.


 


A surpresa deste livro é que não é um livro de ficção científica, que eu chamaria "pura e dura". Emily St. John Mandel leva-nos pelas vidas de cada uma das personagens, ao seu passado pré-pandemia, às suas memórias e aos laços que as unem. E é precisamente nesse cruzamento de histórias e nesse entrelaçar de vidas que surgem momentos profundamente belos.


 


Estou profundamente agradecida à minha biblioteca por ter comprado este livro. 


Que leitura fantástica. Recomendo vivamente.

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