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My Books News

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Reencontro com Vergílio Ferreira

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Esta foi a melhor exposição sobre um autor que já vi. E sendo uma papa museus, eu já vi bastantes. 


É tão intuitiva e interessante que fiquei completamente maravilhada. A exposição foi dividida em secções como manuscritos, traduções, primeiros ensaios, marginália ou polémicas.


Em cada secção podiamos ver diversos documentos do autor, quase sempre com intervenções manuscritas do próprio.


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Ficaria ali, o dia todo, a ler alguns dos documentos, as notas nas margens, as "orelhas" que foram acrescentadas, porque, por vezes, as margens não chegam.


E que tal lerem a correspondência que trocou com Eugénio de Andrade?


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Mas o que me fez rir e desejar poder levar o documento para a zona de cadeiras, foi a secção de polémicas em que encontrei um documento de Luiz Pacheco chamado O caso do sonâmbulo chupista. 


Neste folhetim, este acusa - e a meu ver prova - Fernando Namora de ter plagiado o Aparição de Vergílio Ferreira. Uma delícia. 


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Queria ter podido ler aqueles periódicos sentada numa cadeira ou no jardim. 


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E, porque estamos a falar de uma sala de exposições dentro de uma biblioteca, nada como lembrar os leitores que o autor está ao alcance de todos.


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 Recomendo viviamente que visitem. Até ao dia 13 de Novembro, na Biblioteca Almeida Garrett - Porto.

A Feira do Livro do Porto está bem e recomenda-se

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Cheguei durante a hora de almoço. Ideal para calmamente visitar tudo. 


 


Digam o que disserem, não me convencem do contrário. A Feira do Livro do Porto está muito melhor localizada, tem muito melhor oferta e recomenda-se.


Há mais conforto e os livros são muito mais baratos, até porque existem mais alfarrabistas. Não posso dizer que procurasse as novidades, pelo que não respondo por esses preços, mas passei por livros do dia bastante "badalados", desde Elena Ferrante ao 1984 de G. Orwell. 


A verdade é que, há muito que me habituei a adequar os meus vícios à minha carteira: ao optar por clássicos, livros com mais de dois ou três anos de edição e manuseados, ao limitar as novidades ao que encontro nas bibliotecas públicas (que é bastante).


Por isso esta Feira do Livro, é o local ideal para comprar bons livros a bons preços. Posso mesmo dizer que excelentes livros desde €1.50. Estive com eles na mão.


Um dia como este, é um teste a todas as minhas boas intenções de abraçar os princípios do minimalismo: se tivesse dinheiro, ia para a Feira do Livro com um carrinho de compras com rodas.


 


Curiosidades:


O Francisco Moita Flores (ou um sósia deste) sublinha livros com caneta de tinta permanente. Blasfémia?


O Pacheco Pereira estava a comprar livros. A prova provada que não é possível "ter demasiados livros".


 


Próximos posts:


Exposição Reencontro com Vergílio Ferreira 


Exposição 100 Tesouros da Biblioteca Pública do Porto